terça-feira, novembro 21, 2006

"Assim Falou Zaratrustra" (Parte 3)



Ah... como gostaria de morrer agora para não ter de testemunhar tantas atrocidades, tantas impunidades e males no mundo.
Ah...como gostaria de morrer agora e me livrar de tantos sofrimentos em vida , de ter de conviver e suportar a alucinação geral , a idiotização coletiva e o controle de alguns sobre todos.
Ah...como gostaria de morrer agora , para nunca mais ter de engolir o que não admito nem aceito, o que para mim é a morte, ao ver tanta gente imbecilizada, povos manipulados, almas tontas, sem rumo, sem origem nem prumo.
Ah...como gostaria de morrer agora, pois em meu coração não há espaço para a indignidade, para a imoralidade e falta de escrúpulos.
Ah...como gostaria de morrer agora, para não ter de respirar mais esta atmosfera louca, asfixiante, da injustiça, da maldade e crueldade.
Ah...como gostaria de morrer agora, por ser apenas o que sou e nada perante este oceâno milhões de vezes maior do que meu Espírito e existência.
Ah...como gostaria de morrer agora, mas algo , sei lá de onde , vem e me mantém vivo, reascende minhas esperanças e me diz que "um dia a verdade vencerá".
Ah... como gostaria de morrer depois que isto aconteça!

Geosfera














Realmente só uma catástrofe poderá mudar alguma coisa neste mundo e terá de ser um cataclismo natural de imensa envergadura ou uma guerra atômica.
Sem isto nada mudará e continuaremos neste rumo, sem nenhuma luz no final do túnel, como imbecis em busca do nada , manipulados pelo grande poder .
Sorte ou azar meu, que tenho tanta certeza sobre isto e ainda espero que aconteça , ou não estaria ainda teclando e postando aqui.
Melhor seria que me “excluísse”, me exilasse de vez desta vida mundana e me isolasse num sítio qualquer , no mato, até a minha morte.
Somente um inimaginável trauma coletivo poderia interromper e desviar o foco de concentração e atenção das massas e populacho, completamente desvairados e perdidos.
Não me julgo superior nem santo, pois todos temos nossos momentos de fraqueza e sucumbimos ao que consideraríamos como reprovável.
Mas uma coisa me preocupa ainda , que é o destino de nossa nação.
Embora tenha sentimentos “patrióticos” perante potências que queiram solapar ou ameaçar nossa soberania, gostaria de viver num mundo sem fronteiras nem países.
Apenas gente se confraternizando e trocando experiências sem bandeiras nem Estados .
Sei que isto ainda é utópico, em vista de nossa situação mundial, mas não impossível, se levarmos em conta um futuro onde inúmeros fatores mais graves e mudanças inesperadas possam ocorrer.
A humanidade nunca poderá sobreviver sem seus 3 pilares fundamentais; “Fraternidade”, “Justiça” e “Poder”.
Pois sem estes 3 pontos de equilíbrio , não há hipótese de civilização bem sucedida.
Fraternidade para que desenvolvamos nossa solidariedade e contribuição social, Justiça, para que ninguém saia impune ou escape da punição por seus atos contra a sociedade e Poder para que esta força de coerção sobre os que infrinjam a Lei maior se exerça concretamente, sejam devidamente punidos e execrados pela maioria honesta da população.
Pelo menos assim desejaríamos que fosse a verdade em nosso caso, apesar das dúvidas atrozes sobre a moral de nosso povo depois destas eleições.
Definitivamente não “transpiramos” qualquer moral, ética ou honestidade, em vista dos resultados das urnas.
Temos um povo mentalmente doente, moralmente esquálido e eticamente inexistente.
Esta é a constatação mais apropriada para qualquer observador imparcial.
O que fazermos com um “mundão” destes” de tantas diferenças e peculiaridades que se somam em sinergia num resultado negativo como este em termos morais e humanos?
Por enquanto nada!
Deixem que tenham de enfrentar coisas mais graves que jamais enfrentaram , para exercitarem a fraternidade, a solidariedade num momento de caos e desgraças, para que finalmente despertem e caiam em si .
Sem isto nada mudará em nosso país.
Pois é...falo em catástrofes sim , pois elas acontecerão em breve e toda a humanidade terá de passar por isto.
Sempre afirmei que somente após o caos e as cinzas a “Fênix” ressuscitaria em alguns pontos e locais com algumas pessoas sobreviventes que instaurariam um novo sistema de governo e vida coletiva.
Não falava em caos na política , pois isto sempre houve, referia-me a outras causas e ocorrências do futuro.
Não é por nada que criamos o nosso “Projeto Geosfera” para garantirmos a sobrevivência e auto-suficiência destas comunidades .
Nossa visão sempre esteve mais além destes parcos horizontes de agora.
Pensar “Geosfera”
http://www.mbne.s2w.com.br/o_projeto_geosfera.htm
é pensar no futuro da humanidade, numa Economia Solidária, num projeto de vida coletiva que tem tudo para dar certo.
Acreditemos no ser humano e em suas potencialidades desde que ajamos, participemos e lutemos por uma nova proposta de vida em sociedade.

"AnarcoReprê"

Alguns talvez pensem que sou um anarquista, porque prego a desobediência civil como forma de chegarmos a uma verdadeira Democracia Direta, outros vejam em mim um direitista , por defender as Forças Armadas em casos de calúnias e exageros ideologicamente explorados pela mídia.
Quem sabe, não seja nem um nem outro , apenas um democrata visando, sem ser faccioso ou partidário, uma solução que represente a verdade, honestidade, moralidade, ética e dignidade de ser brasileiro?
O que temos hoje?
“Homenzinhos” medíocres, corruptos ou não, porém medíocres, castrados, sem “Testosterona” (hormônio masculino), temerosos, ante qualquer hipótese de drásticas mudanças que ameacem seus cargos, posições, privilégios e poderes.
Não sei quem conseguiu casar com este tipo de homens, nem a razão, mas por certo, não foi boa .
Por vezes gosto de me colocar na situação de uma mulher, para ver o que eu esperaria de um idealizado homem em minha vida, apesar de ser, sem traumas nem vergonha, um heterossexual assumido.
Penso que todas responderiam (além do aspecto básico da atração e afeto) que gostariam de compartilhar uma vida com alguém forte, digno e fiel aos seus ideais, que necessitasse do apoio e estímulo de suas companheiras e delas tivessem participação ativa em suas vidas .
Um exemplo histórico deste tipo de relação produtiva, ainda quando as mulheres eram apenas mães e esposas, não haviam adquirido independência e projeção social, observamos na grande “reforma agrária” promovida pelo governo dos EUA, atraindo alemães, poloneses, e suecos para “colonizarem” territórios hostis”, assim considerados, por estarem sob constante ataque dos indígenas.
Sabem como vieram estas levas de imigrantes europeus?
Em navios (caravelas), no último nível, abaixo dos escravos (pois estes valiam muito mais do que esta espécie de gente européia lavradora, se o navio naufragasse os escravos teriam mais chances de serem salvos) e quando ali chegaram, viram que o “grande sonho” era uma trapaça, que exigiria destas pessoas um sacrifício imenso, quase epopéico.
Conquistar o centro e o oeste, contra tudo e todas as nações indígenas, apenas contando com um nada certo apoio de forças do exército, a tal “cavalaria heróica” dos norte-americanos.
Lembram daqueles antigos “filmecos” de Hollywood, onde uma família cercada por índios tentava se defender e ao seu rancho arduamente construído, pai, mãe e filhos armados revidando os ataques?
Pois então, é exatamente este aspecto de nossa civilização e ponto de comparação entre o que havia e o que há agora que gostaria de ressaltar.
Até a virada da década de 50 para 60, a assim chamada “classe média norte-americana”, era um espécie de “modelo” para o mundo.
O pai saia para trabalhar, a mãe cuidava de tudo na casa e os filhos aparavam o gramado, vendiam limonada e entregavam jornais para ganharem umas moedas e aprenderem desde cedo o valor do trabalho.
Havia sempre uma garagem, onde todo o tipo de ferramentas e equipamentos poderiam ser encontrados , pois um legítimo cidadão norte-americano não precisava de “escravos” para trocar uma tomada, consertar o carro, mudar um telhado ou fazer uma piscina.
Também havia uma “independência total” por parte daquelas famílias e , quando precisavam, os grupos de amigos de suas comunidades locais ajudavam-nas voluntariamente, num mutirão comunitário, geralmente organizado pela igreja do condado.
Este foi o tão conhecido “espírito americano” que despertou até invejas em países como o nosso, onde ainda e sempre dependemos de nossas “senzalas particulares”, pois nossos pretensos ”homens” são frouxos , “sinhozinhos” e nossas mulheres “sinhazinhas” acostumadas ao menor esforço, às empregadas domésticas.
Notem que, desde o nordeste até o oeste norte-americano, ninguém jamais explorou a escravatura ou teve escravos para progredirem .
Apenas o sul e esta, até hoje, é a região mais atrasada, indolente, estagnada e cronicamente conflitiva no país.
Isto foi totalmente destruído por grupos de interesses altamente poderosos, após a Segunda Grande Guerra mundial, para que uma “consciência Yankee” não subsistisse jamais.
Dividir é reinar!
Um país unido em moral, costumes e cultura é um adversário imbatível para forças alienígenas, estrangeiras e intromissoras .
Portanto, o caminho seria, primeiro conquistar o domínio financeiro, depois o domínio da mídia e aí sim fazer a cabeça de todos, dividindo o país em diversos grupos de interesses lutando entre si.
A partir daí, estes poderosos grupos sectários, de ordem religiosa e racial separatista, antes de tudo, dominariam sem temores de uma reação, digamos “nacionalista” contra os seus inconfessáveis interesses maiores.
Entenderam o alcance da coisa toda e como isto está ocorrendo no Brasil de agora?
Deu para fazerem uma analogia?
No nosso caso, nunca tivemos este tipo de experiência de formação de uma identidade cultural ou de povo.
Nunca tivemos orgulho cívico nenhum!
Sempre fomos um prolongamento dos vícios passados, sem interrupção ou reforma, capazes de alterarem este estado de coisas em nosso país.
Eles tiveram, a custa de uma separação rígida de outras etnias.
Quando este padrão foi destruído pela pressão dos movimentos patrocinados pelas mesmas forças dos grupos de interesse , o “sonho americano” acabou e hoje temos apenas um país estraçalhado, dividido, violento, porém, ainda forte perante o mundo para que os tais grupos permaneçam usufruindo de todas as regalias e benesses através desta nação imperialista.
Uma “casta” dirige a mais poderosa nação do mundo, com as patas sobre toda a imundície e bizarrices lá existentes.
Estas “patas” são grandes e nos abrangem também até hoje.
Não percebem que estão nos dividindo e retalhando em pedaços nosso povo?
Hoje temos ; “consciência negra” (deveria ser preta, pois negro não é raça nem cor) amanhã “consciência branca”(e será perseguida como racista), depois “consciência indígena”, e logo “consciência asiática”, ora meu Deus, não vêem a estupidez disto tudo e que é obra de manipulação?
Nunca jamais teremos uma nação unida, enquanto separatismos e antagonismos raciais ou étnicos estiverem sendo alimentados e estão sendo sim, embora muitos de nossa mídia ideologicamente comprometida fechem os olhos a isto, pensando que serão “poupados” na hora da revanche final!
Imbecis, que pensam continuarem como “casta intelectual dominante” controlando estes movimentos sociais que criaram (mesmo porque, eles, por si próprios, como sempre, nunca criaram nada, sem a iniciativa da elite intelectual branca de classe média), imaginando “dividir para reinar”.
Serão devorados, comidos pelas pernas e eu darei gargalhadas de prazer ao vê-los eliminados pela estultice e burrice crônicas.
Lênin e toda sua “cachorrada da camarilha burguesa intelectual” se deram mal e Stalin assumiu o poder.
A antiga burguesia e aristocracia entraram pela porta dos fundos e voltaram ao poder, pois a autogestão dos “soviets” se mostrou inviável e utópica , primeiro massacrada por Lênin em sua arremetida centralizadora de poder, depois por Stalin (um militar) soterrada como pretensão comunista impossível.
O esquema “Gramsciano” de tomada do poder, aplicado muito eficazmente no Brasil desde a década de 50, num contínuo esforço de penetração gradual nos pontos estratégicos de formação educacional e aparelhamento progressivo do Estado, resultou nos escândalos e imundícies que temos agora .
É o tal princípio de que; “não importam os meios e sim os fins.”
Testemunhamos o que permitimos que fosse semeado, sem qualquer reação contrária.
Problema nosso.
E daí?
O que farão nossos “sinhozinhos” e “sinhazinhas”?
Nada!
Fraqueza de sangue dá nisto!
Faltam moral e força interiores para reagirem .
“"Porque homem é homem, menino é menino, político é político e baitola é baitola"

Que se danem.