sábado, agosto 19, 2006

A "derrapada"

Ato falho, “derrapagem” ou até mesmo verdade por parte do candidato José Serra (pelo qual não nutro nenhuma simpatia) ter atribuído ao problema da intensa migração a queda dos níveis de aproveitamento educacional, roubando do estado de São Paulo o primeiro lugar em desempenho.
Por ser imparcial ,devo analisar os fatos com isenção de ânimos.
Serra falou a verdade , pois a grande massa vinda de regiões com menor nível de investimentos em educação, influiu diretamente na queda dos índice e incapacidade do estado em absorver esta demanda em contínuo crescimento.
Porém, habilmente , esta declaração foi explorada pelo PT e seu candidato ao governo de SP, como “preconceito”.
Isto me lembrou um fato histórico de nossa política nacional.
O duelo entre Getúlio Vargas e o brigadeiro Eduardo Gomes, até então, às vésperas da eleição considerado vitorioso.
“Pelegos trabalhistas” espalharam um boato dizendo que o “brigadeiro” havia chamado os trabalhadores de “marmiteiros”.
Foi a gota d’água para dar a vitória a Getúlio Vargas .
O mesmo agora ocorre, com esta exploração demagógica , evidentemente eleitoreira e facciosa , visando ganhar votos a custa de recalques e sentimentos separatistas entre brasileiros .
Entretanto, custará muito em votos ao candidato “tucano” este deslize, ou mesmo , sinceridade.
Poderemos ver repetido o fenômeno do passado , a destruição de uma candidatura considerada fortíssima e já vencedora de Eduardo Gomes por pura “apelação” e deturpação calcada num estímulo ao preconceito às avessas em resposta .
O PT e o PMDB de Orestes Quércia têm um acordo sobre apoio no segundo turno .
Se José Serra cair como imagino, teremos surpresas e Mercadante poderá faturar esta eleição, conforme também previ, desde o início deste ano, antes que fosse escolhido pelo PT como candidato.

"Cabeça à prêmio"


Como previ desde o início das hostilidades entre Israel e o Hezbollah, o conflito não terminou como muitos pensavam e celebraram.
Disse que Israel encontraria surpreendente reação e feroz resistência que abalaria o prestígio e moral de suas forças armadas, principalmente o seu exército.
Não deu outra e citei ainda a data da intensificação dos combates e destruição indiscriminada.
Outra data entre os dias 20 e 21 de agosto foi escolhida para uma provável vantagem obtida , capaz de recuperar a imagem de Israel como potência.
Talvez tentem capturar ou assassinar algum líder ou mesmo o próprio Nasrallah, hoje “divinizado,” e símbolo da resistência libanesa e árabe na região.
Por outro lado, alguma ação ofensiva contra outro país , quem sabe a Síria ou o Irã, também faça parte dos planos de um governo israelense desmoralizado e sob ameaça de queda.
Não se surpreendam com as próximas atitudes e violências.
Israel e os EUA não descansarão enquanto não puderem sufocar a resistência árabe .
Para isto terão de exibir a cabeça de um grande líder como troféu de guerra.