terça-feira, janeiro 31, 2006

Que pena...

Poxa Ziraldo...
Logo você , meu vizinho de bairro, dos bons tempos em Ipanema e do Pasquim.
Grande criador , gente boa, sentimental e afável, amigo dos amigos, um dos que denunciaram a tramóia e sabotagem que resultaram em roubo flagrante contra mim num certo festival universitário de MPB onde despontaram nomes como Ivan Lins e Gonzaguinha, lembra?
Logo você Ziraldo ? Que namorou o PSOL , foi à comemoração e tristemente assinou a carta pró José Dirceu ?
O que foi?
Agora você se locupleta desta encomenda do PT para fazer o “logo” do aniversário do partido (PT) cara???
Troca de apoio ao José Dirceu por encomenda de trabalho amigo?
Karacas!
Que pena...uma lástima mesmo !
Não dispenso esta crítica não ! Na maior e sem esquecer as boas coisas do passado, mas sendo duro e justo com você!
Pisou na bola!
E feio!

O Socialismo na França.

Texto de interesse principalmente dos estudantes, como resumo didático, enviado por nosso amigo o ilustre consultor e prof. de Economia Ricardo Bergamini.

O Socialismo na França

"Jamais escolham os seus amigos e/ou aliados por sua coloração ideológica, mas somente pelos seus princípios de ética, moral e dignidade (Ricardo Bergamini). "

“Graco” Babeuf, durante a Revolução Francesa, pregou uma “Sociedade de Iguais” (comunismo igualitário). É considerado o primeiro comunista moderno. Chefiou a fracassada revolta de setembro de 1796: foi guilhotinado no ano seguinte.

O conde Claude Henri Saint-Simon (1760-1825), aristocrata francês, lutou como voluntário na guerra da Independência norte-americana. Enaltecia a ciência e a indústria. Achava que todos os homens deviam trabalhar, mas que era preciso explorar racionalmente as riquezas da terra. As tarefas seriam solicitadas “de cada qual segundo a sua capacidade”; e as recompensas seriam distribuídas “a cada qual segundo os seus méritos”, isto é, segundo as realizações em prol da comunidade. As heranças ficariam abolidas; o Estado deveria ser o herdeiro universal de todas as propriedades (socialismo industrialista).

Os discípulos de Saint-Simon construíram estradas de ferro, organizaram bancos e indústrias, e inspiraram a abertura do Canal de Suez.
Charles Maria Fourier (1772-1837) denunciou o esbanjamento e a miséria inerentes ao sistema industrial baseado na livre concorrência. Desejava substituí-lo por uma organização social cooperativista, baseada na razão pura. Idealizou um mundo harmonioso, em que a unidade fundamental da sociedade seria a “falange”. Pequena comunidade de 1.620 membros (ou até uns 1.800), que trabalhariam associados – cada um de acordo com a sua vocação – cultivariam uns 5.000 acres de terra e morariam em habitações coletivas (os falanstérios).
Muitas colônias falansterianas foram criadas na Europa e nos Estados Unidos. Neste país estiveram as mais famosas: Brook Farm (perto de Boston), que durou de 1841 a 1847, Red Bank (em New Jersey) e Oneida Community. Mas todas as comunidades fourieristas acabaram num absoluto fracasso.
Em 1836, refugiados alemães – inspirados nas idéias comunistas de Babeuf – fundaram em Paris uma associação secreta, a Liga dos Justos, cuja divisa era “Todos os homens são irmãos”. Esta organização revolucionária – propagandista e conspiradora ao mesmo tempo – deu origem a uma Liga internacional de comunistas.

Joseph Proudhon (1809-1865), é, em parte, o precursor do movimento anarquista.
Para certos autores, Proudhon foi o primeiro homem que fez do anarquismo um movimento de massas, precursor do sindicalismo francês.
No seu livro “Que é a propriedade?”, Proudhon expôs a famosa tese: “a propriedade é um roubo”. Referia-se, porém à grande propriedade (do comerciante, do latifundiário, do industrial), obtida sem trabalhar, ou sem trabalho proporcional.
Na realidade era partidário da propriedade privada: defendia a pequena propriedade dos camponeses e artesãos. E acreditava que, suprimindo o monopólio dos recursos da terra, e eliminado os intermediários (na troca dos produtos), obter-se-ia a justiça econômica e social. Proudhon era, sobretudo, partidário da destruição do Estado.

Socialismo de Estado.

É outra forma socialista, na luta contra a sociedade existente, especialmente contra o "laissez faire".
Entre os socialistas de Estado destacaram-se: Blanc, Lassalle e Rodbertus."

O francês Louis Blanc (1811-1882), autor de “A organização do trabalho”, é considerado o fundador do socialismo de Estado. Blanc defendia o direito ao trabalho, a igualdade dos salários e a encampação das indústrias pelo Estado. Idealizou as “oficinas nacionais”, subvencionadas pelo Estado, que dariam emprego e prosperidade a todos.
A experiência foi realizada em 1848, logo após a queda de Luís Filipe (Revolução de Fevereiro). Mas, sabotadas pelo próprio governo (os operários foram empregados em serviços de terraplanagem absolutamente inúteis) – as “oficinas nacionais” fracassaram em poucos meses.

Nesse mesmo ano, 1848, Marx e Engels publicavam o “Manifesto Comunista”.
Ferdinand Lassalle (1825-1864), judeu alemão, fundou e presidiu a “União Operária Geral da Alemanha”. Preconizava os métodos parlamentares pacíficos e esperava ajuda do Estado às organizações trabalhistas. Lassalle depositava todas as suas esperanças no sufrágio universal, o qual, na sua opinião, colocaria o Estado a serviço os socialistas.O terratenente prussiano Rodbertus (1805-1875) rejeitava a luta de classes. Afirmava que o socialismo poderia ser realizado mediante a monarquia prussiana.

O terratenente prussiano Rodbertus (1805-1875) rejeitava a luta de classes. Afirmava que o socialismo poderia ser realizado mediante a monarquia prussiana.


A Comuna de Paris

Em 1871, derrotada a França pela Prússia, caiu o Segundo Império (Napoleão III). A 18 de março estourou a revolução na capital francesa e surgiu a famosa “Comuna de Paris”, onde se agrupavam republicanos, socialistas, anarquistas e comunistas. A “Comuna de Paris”, influenciada pelas idéias da I Internacional (fundada por Marx, em 1864), é considerada o primeiro governo proletário do mundo. Durou apenas 72 dias. Sua repressão foi sangrenta: mais de 17.000 mortos

Ricardo Bergamini

O autor é Professor de Economia.

rberga@globo.com
http://www.rberga.kit.net

Ideologias

Costumamos pensar que a sociedade se componha de pessoas dos mais diversos interesses e tendências ideológicas, mas que haja um senso comum onde todos possam chegar a um acordo quanto aos principais objetivos capazes de promover favoráveis mudanças em nossas vidas.
Não é bem assim que tudo acontece.
Esquecemos dados muito importantes provenientes de instintos básicos e desigualdades na evolução individual.
Somos, ou pelo menos deveríamos ser iguais perante a Lei , mas as diferenças de níveis mentais e culturais são flagrantes.
Cada um tem o seu mérito pessoal, temperamento e caráter.
Somente em algumas situações reagimos de modo semelhante.
É lógico que o meio social imprime um tipo de comportamento e preferências nos que dele participam.
Para tanto, temos os hábitos peculiares, característicos à cada classe ou segmento social , conforme o comportamento das mesmas.
Os institutos de pesquisas usam este método para as avaliações .
Esta é a razão de falharem todas as ideologias que tentem impingir um modelo fixo de valores .


O elemento humano é bastante diversificado. Não pode ser compactado num pacote de medidas transformadoras contra sua natureza e nível de compreensão.
Qualquer tentativa neste sentido é uma violência arbitrária que poderá resultar em alguns sucessos, mas nunca em termos definitivos a longo prazo.
O que vimos depois da queda do “Muro de Berlim”, levando consigo as esperanças dos marxistas?

Alemães orientais correndo como loucos aos supermercados e grandes lojas para comprar eletrodomésticos, roupas e toda espécie de supérfluos, como se tivessem passado por um longo período de escassez e necessidades.
Os defensores do Capitalismo, celebraram esfuziantes estas imagens mostradas ao mundo, que comprovavam a falência do comunismo como regime capaz de levar um povo à solução das desigualdades.


Sem mais o que contestarem, voltaram-se comunistas ou “socialistas” como preferem se apresentar, a intermináveis confabulações, para encontrarem uma fórmula de reação contra esta esmagadora vitória do Capitalismo globalizado.


Vimos a ressurreição de mitos como Fidel e sua Cuba divinizada, além de outros seguidores da mesma linha (Chavez) ideológica contraditória que prega a igualdade e “democracia” mas adota ditadores populistas .
Não conheço um partido ou político de esquerda que não se defina como “democrata”, ou apenas “socialista”, nunca um “autoritário”, “centralizador” ou “ditatorial”.

No entanto não existe marxismo sem isto.
O verdadeiro comunismo primitivo, está mais próximo do Anarquismo ou das comunidades teocráticas como as dos judeus essênios de onde se originou Cristo, nada tem de semelhança ao resultante da evolução do pensamento pragmático materialista ao longo da História.
O marxismo é o maior adversário do verdadeiro Comunismo!
Por outro lado, o Capitalismo selvagem é a exacerbação do Liberalismo original.
O que temos na realidade é o Capitalismo de Estado, seja ele de qual bandeira ou cor, mas sempre dependente e sujeito a ações e iniciativas do Estado.
Fora isto nada existe sem esta atuação .


Cuba, China e Corea do Norte praticam um “Capitalismo de Estado”.
Igualmente nos E.U.A e Europa o poder das Corporações manipula e dita as políticas do Governo.
Como disse uma vez um amigo nosso norte-americano, é a “Corporocracy” (Corporocracia) que governa os E.U.A.
Portanto, qualquer estimativa fora desta “realidade” sem maquiagem ideológica, estará “deslocada” da verdade.


O que impede a viabilidade dos ideais é o modelo econômico de subsistência , baseado em extração, produção e consumo.
Em qualquer sistema sempre haverá a necessidade do “trabalho escravo” de extração e produção.
Não adianta querermos “dourar a pílula” pois é isto que ocorre em todos os países.
Quem extrai minério nos E.U.A. e Rússia? Quem em Cuba corta cana?
Não serão os mesmos “escravos” que um dia os pais e avós, acreditaram em “Igualdade Social”?


Somente uma drástica transformação no cenário mundial, a começar de algumas nações, através da implementação de políticas inovadoras, como a do incremento da Economia Solidária, Cooperativismo, inexistência de grandes grupos concentradores de capital e retorno a valores humanos soterrados pela ganância e ambição desmedidas, poderemos alcançar um modelo onde as desigualdades sejam bastante reduzidas.


Isto implicaria no abandono das tradicionais formas de indústrias, total reforma de estruturas administrativas, desenvolvimento de avançadas tecnologias alternativas e muita resistência (mesmo que bélica), contra as esperadas retaliações dos poderosos “Senhores Donos do Mundo”, para os quais apenas o lucro e o mercado importam.


Pensem e reflitam muito sobre isto, antes de saírem por daí repetindo frases feitas e clichês ideológicos de doutrinamento, não importa de qual ideologia. Pois estas só servem para dividir e antagonizar seres humanos.
Assim como nós, nenhuma ideologia é perfeita.


Desejamos o novo, nunca antes tentado, não o separatismo e conflitos de interesses, impossíveis de coexistirem com uma Nova Era mais fraterna, que sintetize da melhor forma todas as aspirações humanas.

"THE MEATRIX"

ÓTIMO!
Sobre de onde vem o que comemos!

http://www.themeatrix.com/