sábado, setembro 23, 2006

(Da série) "O QUE SERÁ ?"


Vimos afirmando que Lula não vencerá no primeiro turno e que ocorreria uma crise institucional durante as eleições.
Mesmo que não acertemos mais este prognóstico, a situação crítica não mudará.
A origem do dinheiro do “Dossiê Tabajara”, terá de ser descoberta , antes do dia 1º de outubro, sob pena de pesadas acusações de acobertamento contra o ministro da Justiça e governo federal.
A oposição, a mídia e a classe média mais esclarecida não parecem dispostas a engolir mais esta manobra ardilosa que possibilite um “fato consumado”, uma vitória de lula no primeiro turno.
A respostas do Banco Central e Coaf não podem demorar mais do que 3 dias.
Os elementos fornecidos (cintas e contas bancárias) são de fácil identificação, embora no caso da agência Barra Funda, pareça ter a participação da direção do próprio banco, pois aqueles recursos se destinam à outros pagamentos internos , não disponíveis para saques e o Coaf deveria ter aberto uma investigação imediata quando detectou o volume da movimentação (mais um peixe grandão do governo estaria envolvido nisso).
Tudo terá de vir à tona em breve , antes da eleição.
Não há como protelar este procedimento, não importando as justificativas do ministro da Justiça .
De onde veio, de quem e para quem ?
Aí reside o pânico de Lula .
Divulgada antes do dia 1º ele despencará e haverá segundo turno.
Retida e adiada, provocará uma chuva de acusações e desconfianças contra o governo.
O recente discurso pirotécnico de Lula hoje em Minas, tentando desqualificar as provas e minimizar o escândalo, usando a expressão “coisas virtuais", demonstra sua imensa preocupação quanto ao fato.
O “molusco” saiu de órbita, paira flutuando no vácuo espacial, vociferando contra a "mídia alquimista” e as elites .
Por certo, seu “palavrório chulo” entrará para a História, como a maior coleção de asneiras, mentiras e bizarrices, jamais cometidas por um presidente do Brasil.
Lula já sabe que, se ganhar não se sustentará no poder .
Comprou uma briga feia com a Justiça Eleitoral, a mídia, entidades da sociedade organizada e terá o troco.
O “grampeamento” dos telefones dos ministros do TSE, não interessaria a outros quaisquer senão ao próprio governo, como forma de pressão e prevenção contra tentativas de impugnar a candidatura de Lula.
Em breve terão de “dar nomes aos bois” .
Quando o “gremlin” se sente ameaçado aciona seus “sindicalistas amestrados” para divulgarem cartas e declarações em sua defesa, distorcendo os fatos para denunciarem um “golpe” contra o povo.
Uma decisão rápida dos ministros do TSE, acoplada a mais deduções da Procuradoria já requeridas a pedido da OAB, precipitaria a crise em meio ao segundo turno.
De políticos nada poderemos esperar. Da Justiça , apesar de tudo, sim.
Esta pressão institucional, somada ao grau de descontentamento da sociedade organizada, a ação de movimentos populares espontâneos como o do Voto Nulo, diante de um quadro indigerível, que seria a reeleição de todos os “mensaleiros” “sanguessugas” ministros e outros notórios crápulas , desembocará num novo fenômeno de mobilização e protestos, desta feita sem a organização e controle dos partidos políticos.
Um clima de “guerra civil” será o que teremos até 2007.
Não se espantem se até uma “intervenção militar” ocorrer, (mas não contra nós da sociedade civil indignada, assim espero) mesmo que de curta duração, como vimos prevendo desde 2005 , ao analisarmos o descontentamento e revolta crescente que pairam nas casernas.
A Maçonaria já se declarou publicamente hostil a este governo petista.
Por parte do exército, multiplicam-se os pronunciamentos indignados e cartas circulando na Internet.
Tudo indica que o “caldeirão do Diabo” está chegando ao seu limite de fervura e entornará de vez.
Imaginem o seguinte cenário.
Reeleita a corja corrupta, a mídia, entidades da sociedade organizada, pequenos partidos que ficaram sem quaisquer chances de poder, obstados pela “cláusula de barreira”, movimentos sociais como os; do Voto Nulo e Democracia Direta, estudantes, acadêmicos, empresários, artistas e intelectuais, de repente despertam para uma oportunidade concreta de promoverem diretamente as necessárias e drásticas mudanças inovadoras.
Isto não poderia mais ser chamado um “exército de Brancaleone”, pelo contrário, representaria uma união popular em prol de um objetivo cultural e politicamente revolucionário .
Uma espécie de “Desarmamento Ideológico", expressão criada pelo nosso Movimento Brasil Nova Era , como forma de encontrarmos pontos em comum, que atendam aos diversos anseios populares, visando a mudança deste sistema de governo.
Democracia Direta JÁ !